Notícia

Nova Diretriz para tratamento da cistite

Elaborada pela FEBRASGO, Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Nefrologia e aprovada recentemente pela AMB, a nova Diretriz para Tratamento da infecção urinária não complicada na mulher traz os mais recentes conceitos e informações da medicina baseada em evidências relacionadas ao tema. A importância deste tema está relacionada ao fato de que 40% das mulheres terão ao menos um episódio de cistite durante suas vidas.

 

Principais pontos das Diretrizes

 

1) Tratamento da cistite não complicada deve ser empírico.

O tratamento empírico está indicado em mulheres com disúria e polaciúria, na ausência de leucorréia (corrimento) e irritação vaginal.

 

2) O tratamento recomendado deve ser de curto prazo.

As principais vantagens são: Conveniência (pela facilidade posológica), possibilitando: -Melhor adesão ao tratamento, -Menos eventos adversos gastrointestinais, -Menor potencial de emergência de resistência bacteriana e menores custos associados.

 

3) A fosfomicina trometamol é o antibiótico mais indicado para tratamento da cistite não complicada, devido suas características farmacológicas (dose única diária e excreção exclusivamente urinária no período de 48 a 72 horas).

 

4) Quais os tratamentos disponíveis para cistite não complicada?

Fosfomicina 3g em dose única (taxas de cura equivalentes aos tratamentos mais longos (norfloxacino 800 mg por 7 dias, por exemplo).

Quinolonas – 3 dias, 1 ou 2 vezes ao dia dependendo da quinolona. Nitrofurantoína 100mg – 4 vezes ao dia por 7 dias (não utilizar em esquemas de menor duração pois são menos eficazes).

 

5) Quais os antibióticos recomendados caso não esteja disponível a fosfomicina?

As quinolonas, em esquemas terapêuticos de 3 dias. Nitrofurantoína em esquema terapêutico de 7 dias, 4 vezes ao dia. Obs: o pefloxacino na dose única de 800 mg, estaria também indicado, porem não se encontra mais disponível no mercado brasileiro. Nitrofurantoína em esquema terapêutico de 7 dias, 4 vezes ao dia.

 

6) Os antibióticos beta lactâmicos e o sulfametoxazol/trimetropim não devem ser usados de forma empírica devido possuírem elevadas taxas de resistência bacteriana.

 

7) O analgésico fenazopiridina deve ser usado associado à antibioticoterapia e por período máximo de dois dias (200 mg três vezes ao dia), pelo potencial de toxicidade e por alterar exames laboratoriais, incluindo uroanálise.

 

Para leitura na íntegra do conteúdo, acesse: http://www.projetodiretrizes.org.br/ans/diretrizes/45.pdf

 

Referência Bibliográfica:

Diretrízes Clínicas na Saúde Suplementar. Infecção Urinária Não-Complicada na Mulher: Tratamento. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; Sociedade Brasileira de Infectologia; Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade; Sociedade Brasileira de Nefrologia. 2009